lagesCapital do Planalto Serrano, a cidade de Lages contempla, ao passar dos anos, a também passagem dos governantes em Santa Catarina. Entre os formadores de opinião, há consenso de que o direcionamento maior de grandes investimentos em projetos e os direcionamentos de aportes financeiros passam à margem da terra dos pinheirais. Visitar por visitar, nisso, as agendas mostram sobrecarga dos mais diversos líderes catarinenses de todas as esferas. Mas, tratar a região com os olhar que realmente merece, são poucos os que assim o fazem.
A indiferença, comparada com as regiões Oeste e Norte, por exemplo, é antagônica. Sobram razões. Na política dizem que o governo municipal é oposição. Mas, nisso não posso acreditar. Afinal, quem paga é a comunidade em todos os seus níveis, embora existam pingos de verdade. Notem. A BR 282 levou décadas para ser terminada na região. Na saúde, um aparelho de ressonância levou mais de dois anos para ser instalado depois de adquirido.
No quesito segurança, há mais de 15 anos existe o diagnóstico da necessidade da construção de um novo presídio. Mas, até então, trabalha-se na possibilidade de ainda adquirir uma área para a construção de um novo. As Câmeras de Monitoramento Eletrônico estão encaixotadas há cinco meses à espera da conclusão da estrutura operacional, e assim segue, com gente morrendo espancada no centro por ações de gangues; senhoras perdendo as suas bolsas em assaltos em pleno calçadão; empresários tendo as vitrines das lojas quebradas; e outros levando tiros em pleno horário comercial, e assim por diante.
E os “bonitos”, cada vez mais cheios de panca nas fotografias visando projeção para uma futura campanha política. Por favor, só é preciso entender o significado da palavra “atitude”!