Tag: relíquia

Revelado o mistério da capsula do tempo do Aristiliano

O pote de vidro descoberto nos escombros do colégio Aristiliano Ramos, durante a demolição no último dia 20 de dezembro, foi aberto nesta quinta-feira (11), e o conteúdo foi revelado.

Dentro do vidro havia três edições do jornal A Época e uma do Correio do Estado, todas impressas entre 1932 e 1934, inclusive com uma entrevista do então deputado lageano Nereu Ramos; oito moedas, sendo a mais velha de 1731, quando Lages ainda nem havia sido fundada; e um convite para o lançamento da pedra fundamental do Edifício da Escola Normal (Colégio Aristiliano Ramos) assinado por Argeu Godinho Furtado, secretário geral do município de Lages.

O trabalho foi feito por técnicos do Museu Thiago de Castro, de Lages, numa operação de emergência que resultou na revelação do material guardado na cápsula do tempo enterrada há 83 anos, no dia 3 de outubro de 1934, no antigo Colégio Aristiliano Ramos, no centro da cidade.

Um historiador vindo de Campo Belo do Sul constatou a necessidade de retirada urgente dos papéis guardados no pote, sob o risco de deterioração em poucos dias. E assim foi feito.

Por hora o material não será exibido ao público. Antes será preciso realizar um processo para retirar totalmente a humidade e os fungos dos jornais.

Fotos: Pablo Gomes

Curiosidade encontrada na demolição do Aristiliano

Perto do fim da demolição do velho Colégio Aristiliano Ramos, no Centro de Lages, uma curiosidade foi descoberta nesta quarta-feira (20). Algo que pode ser um registro histórico.

Foi encontrada uma caixa que havia sido enterrada, contendo mensagens escritas durante a construção do prédio, na década de 30.

Conforme foi apurado, trata-se de um documento intitulado Lages dos anos 10 e 30, do século XX, tendo como fonte o Jornal A Época, de 1934.

O trecho diz o seguinte:

“Lançamento da pedra fundamental da Escola Normal. O fato realizou-se no dia 03/10/1934, com ata lavrada no momento do evento, assinada pelo senhor prefeito, as autoridades representativas do clero, autoridades educacionais, diretores e professores dos estabelecimentos de ensino, construtores, operários e muitas outras pessoas presentes. A ata, diversos números do Jornal A Época e moedas correntes foram postas em um vidro que foi depositado na cavidade talhada na pedra para tal fim. Em seguida foi arriada a pedra fundamental que foi assentada no lugar definitivo pelos operários Carlos Wagenfür e Atilio Floriani ao som de músicas e palmas”.

O que será feito

Mais ou menos isso. Agora, o cuidado é preservar a relíquia. E mais. No fim da tarde, na presença do prefeito Antonio Ceron, um pote de vidro guardado dentro de uma caixa de pedra foi localizada sob o terreno do prédio.

O recipiente foi cuidadosamente recolhido e ficará guardado em local seguro.

Como o material está bastante úmido e comprometido, a Fundação Cultural de Lages providenciará de imediato os trabalhos técnicos de secagem e, se necessário, restauração, com profissionais especializados nesse tipo de serviço.

E quando tudo estiver concluído, será possível conhecer o conteúdo de algo que ficou debaixo da terra por 83 longos anos.

(Fotos: Greik Pacheco)

Desenvolvido em WordPress & Tema por Anders Norén