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GAECO deflagra Operação Regresso, na Serra

Operação apura irregularidades no trabalho externo de detentos da Comarca de Lages. Diante disso, na manhã desta quarta-feira (06/12), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) deflagrou a operação batizada como “Regresso”, realizando o cumprimento de mandados de seis mandados de prisão, 16 mandados de busca e apreensão e 17 de condução coercitiva no municípios de Lages e Otacílio Costa.

A ação investiga o descumprimento de decisões judiciais que autorizam o trabalho externo dos detentos da Comarca de Lages/SC.

As investigações

Durante as investigações, os apenados tiveram as suas rotinas de trabalhos monitoradas, sendo constatado que os detentos não estavam cumprindo com as determinações judiciais.

Além disto, verificou-se que ao obterem o benefício, em conluio com os pretensos empregadores, inseriram falsas informações em seus respectivos processos de execução penal com objetivo de obter a remissão da pena privativa de liberdade.

Mandados de prisão

Ao todo, foram expedidos pelo Poder Judiciário seis mandados de prisão, 17 de condução coercitiva e 16 de busca e apreensão, que estão sendo cumpridos por Promotores de Justiça e por Policiais do GAECO, com o apoio do 6º Batalhão de Polícia Militar, da 8ª Delegacia Regional de Polícia Civil e do Departamento de Administração Prisional (DEAP).

Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC

Atividades criminosas dentro do presídio de Blumenau

Obviamente a gente sabe que as pessoas que estão presas praticaram algum tipo de crime, mas, quando os presos tem a vida facilitada por agentes penitenciários, entre outras pessoas, a coisa se complica.

BlumenauFoto: Julio Cavalheiro / Secom

Pois, nesta terça-feira, 24, em Blumenau, foram esclarecidos os motivos da operação que resultou na prisão de 39 pessoas, dentre elas 13 agentes penitenciários, pela prática de atividades criminosas, que beneficiavam cerca de 119 detentos, no Presídio Regional de Blumenau.

Do total de envolvidos, 26 são detentos, familiares de detentos e empresários que trabalham diretamente com atividades dentro dos presídios.

Para a operação, cerca de 120 policiais entre civil e militar, atuaram em 10 cidades catarinenses com mandados de busca e apreensão e ordens de prisão.

Foram investigadas práticas de desvio de conduta, corrupção passiva, falsidade documental, pagamento de propina para beneficiar detentos do regime fechado e provisórios, além de facilitar a entrada de celulares, substâncias entorpecentes, fumo e outros objetos.

Também fizeram parte das investigações os indícios da prática de crimes de corrupção em relação a facilitar as fugas ocorridas no presídio de Blumenau.

Entre as medidas, os bens móveis e imóveis dos agentes públicos foram bloqueados além de algumas contas bancárias, usadas para recebimento e entrega de propina.

Presos precisam estudar e trabalhar

Ampliação do policiamento noturno no Guarujá e TributoEis um assunto que todo mundo de alguma forma já pensou que os presos devam fazer mais do que simplesmente ficarem trancafiados, comendo e dormindo.

A questão motivou o vereador João Chagas (PSC), de Lages, a enviar um documento à presidenta da República, Dilma Rousseff, e ao presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros sugerindo emenda ao projeto de lei 513/13, do Senado, que altera a lei de execução penal do país (norma 7.210/1984).

O vereador de Lages propõe que todo preso tenha de trabalhar e estudar, que os rendimentos provenientes do labor sejam utilizados para o pagamento de suas despesas, e que as sobras sejam aplicadas na melhoria do sistema penitenciário nacional.

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Manutenção dos apenados

Chagas reclama do alto custo de manutenção dos apenados no Brasil que, segundo o vereador, é maior que as bolsas de estudo pagas aos estudantes.

A matéria mostra que cada indivíduo preso custa aos brasileiros cerca de R$ 40 mil ao ano, sendo que para o estudante o valor fica perto dos R$ 15 mil.

A proposição é muito boa. O grande problema é a turma da política de cima, dar atenção.

Assim penso

Santa Catarina, como qualquer outro Estado do Brasil, vive a grave crise da superlotação dos presídios existentes. Investimentos para a construção de novos existem, e percebe-se que o Governo não se furta com a questão. O contrassenso está no comportamento da própria sociedade. Por um lado exige maior segurança; e de outro tem lutado para não ter em suas cidades a indesejável construção de presídios, como se a proximidade do “abrigo” de bandidos se torne num grave problema para a segurança. Isso é muito relativo. Afinal, o perigo real não está exatamente naqueles que estão trancafiados, mais sim, nos desconhecidos que andam soltos em nosso meio, sem que saibamos.

Portanto, enquanto a sociedade continuar fazendo pré-julgamento e mantendo conceitos errados sobre a instalação de presídios, estará criando problemas para a própria segurança e às autoridades que estão preocupadas em ampliá-la, e pior, favorecendo os criminosos. Pois, quanto menos lugares para serem presos, mais chances de continuarem soltos. A superlotação nos presídios passa a ser usada como argumento e armas para muitos continuarem livre e praticando crimes, até por força da lei, que não sabe mais o que fazer para condenar os criminosos, e sem ter onde prendê-los.

Está mais do que na hora, de, a sensatez fazer parte do pensamento da sociedade. Ir contra a construção de novos presídios, é estar contra a luta dos governos para amenizar a grave crise das superlotações. E mais, amplia a margem da criminalidade, como se os novos presídios devessem ser problemas de outra região ou cidade. A questão precisa ser encarada por todos, independente da escolha do lugar em que ele deva ser construído.

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