Grande parte das discussões na tribuna, na Sessão Ordinária desta terça-feira (20), discorreu em torno de um pedido para que o Município faça um projeto, peça recursos ao Governo do Estado, e crie o seu próprio Parque.

O Parque Conta Dinheiro tem toda a estrutura e o aconchego que os lageanos estão já acostumados. Isso é fato!

É, sem dúvida, algo muito complexo, em tempos de outras necessidades. Porém, vejamos:

  • Primeiro precisa de uma área apropriada, coisa que o município não tem;
  • Tendo a área, adquirida com altos custos de indenização ou compra, precisa do projeto, com novos custos;
  • Tendo em mãos isso, carece do investimento no local. Sabe-se lá quanto custaria para edificar;
  • Suponhamos que aconteça a construção do Parque Municipal. Obviamente os custos de manutenção: água, luz, segurança, apenas alguns dos itens essenciais, ficam por conta do Município;
  • Por outro lado, o que seria construído nele: pavilhões? Casinhas? Pavimentação? Não sei. Mas teria que criar um modelo que pudesse contemplar não só a Festa do Pinhão, com todo o aconchego que nós gostamos, mas também outros eventos, e que seriam sem custos para quem utilizar;
  • Em sendo do Município, a segurança teria que ser igualmente do tamanho do Parque, pois, depredações fatalmente aconteceriam, rotineiramente;
  • Por fim, saber para qual finalidade que o Parque serviria, e se ele comportaria um calendário repleto de atividades ao ponto de o município arcar para sempre com os custos do projeto, criação do parque e de toda a operacionalidade;
  • E, concluindo. Seria preciso saber se nos tempos de hoje, se incluiria nas prioridades dentro do Município, e se, depois de pronto, não se torne um elefante branco;
  • Sei que muitas cidades têm um Parque Municipal, e Lages, obviamente poderia ter o seu. Os prefeitos anteriores não construíram por terem suas razões. O de hoje, por certo também não o fará. E nem o futuro. É um assunto que precisa ser muito bem discutido, e não apenas pedido a partir de uma Sessão.